Uma crise de ansiedade pode ser uma das experiências mais assustadoras que alguém pode viver. Quem passa por isso geralmente descreve como uma sensação de perda de controle, medo intenso e sintomas físicos fortes. Em muitos casos, a pessoa chega a achar que está tendo um infarto ou que vai morrer.
E o pior é que, quanto mais você tenta lutar contra a crise, mais ela cresce.
A boa notícia é que existe sim o que fazer durante uma crise para reduzir os sintomas e recuperar o controle. Neste artigo, você vai entender como agir na hora, o que evitar e quando buscar ajuda profissional.
A crise de ansiedade é um pico intenso de ansiedade que aparece de forma repentina ou cresce rapidamente. Ela ativa o corpo como se existisse um perigo real, mesmo quando não existe.
O corpo entra em modo “luta ou fuga”. Isso significa que ele libera adrenalina, acelera o coração e prepara você para reagir.
O problema é que não há ameaça real, então o corpo entra em colapso emocional.
Os sintomas podem variar, mas os mais comuns são:
falta de ar ou sensação de sufocamento
coração acelerado
aperto no peito
tremores
suor frio
tontura
formigamento nas mãos ou no rosto
náusea
sensação de desmaio
sensação de irrealidade
medo de perder o controle
medo de morrer
Mesmo sendo muito desconfortável, na maioria das vezes não é perigoso, apenas extremamente intenso.
A primeira coisa é simples, mas poderosa:
“Isso é uma crise de ansiedade.”
Quando você nomeia o que está acontecendo, seu cérebro começa a sair do modo “pânico” e entra no modo “entendimento”.
Crise de ansiedade parece perigo real, mas é o corpo em alerta exagerado.
Durante a crise, a respiração fica curta e rápida, o que piora tudo.
Faça assim:
inspire pelo nariz por 4 segundos
segure por 2 segundos
solte o ar lentamente pela boca por 6 segundos
repita por 2 a 5 minutos
Não precisa respirar fundo demais. O foco é respirar devagar.
Essa técnica reduz a adrenalina e ajuda o corpo a entender que não há ameaça.
A crise acontece porque sua mente está projetada no futuro, imaginando que algo horrível vai acontecer.
Use a técnica do 5-4-3-2-1:
5 coisas que você está vendo
4 coisas que você pode tocar
3 coisas que você pode ouvir
2 coisas que você pode sentir pelo cheiro
1 coisa que você pode sentir pelo gosto
Isso “puxa” sua mente para o agora e diminui o pânico.
Durante a crise, você contrai músculos sem perceber.
Faça isso:
relaxe os ombros
descruze braços e pernas
solte a mandíbula
deixe as mãos abertas
se possível, sente ou deite
Seu corpo precisa receber o sinal: “não estamos em perigo.”
O cérebro, durante a crise, fica dramático e exagerado.
Repita mentalmente:
“Vai passar.”
“Isso é ansiedade, não é perigo real.”
“Meu corpo está em alerta, mas eu estou seguro(a).”
“Eu já passei por isso antes e sobrevivi.”
Pode parecer simples, mas ajuda muito.
Esse é o ponto mais importante.
Quanto mais você tenta “parar a crise”, mais seu cérebro entende que existe uma ameaça.
Em vez disso, aceite o desconforto por alguns minutos. A crise costuma durar entre 5 e 20 minutos e depois diminui naturalmente.
Ansiedade cresce quando você entra em desespero tentando controlar.
Se você estiver em um ambiente cheio, barulhento ou apertado, vá para um local mais silencioso.
Um espaço com menos estímulos ajuda seu sistema nervoso a desacelerar.
Algumas atitudes pioram a crise:
prender a respiração
hiperventilar (respirar rápido demais)
ficar checando sintomas no Google
entrar em pensamentos catastróficos
tentar “resolver a vida” durante a crise
achar que você está enlouquecendo
se culpar por estar assim
Crise de ansiedade não é falta de controle emocional. É sobre sobrecarga.
Você deve buscar ajuda psicológica se:
as crises estão se repetindo
você vive com medo de ter outra crise
você está evitando lugares ou situações
a ansiedade está atrapalhando sua rotina
você sente sintomas físicos constantes
seu sono e sua energia estão comprometidos
A terapia é uma das formas mais eficazes de tratar ansiedade, porque ajuda a entender o que está por trás das crises e a criar ferramentas reais para lidar com isso.
Em alguns casos, também pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico, principalmente quando as crises são muito frequentes.
Sim. E você não precisa viver com medo disso.
Muita gente aprende a controlar crises, reduzir a intensidade e, com o tempo, diminuir a frequência. O primeiro passo é parar de achar que você tem que aguentar sozinho.
Se você está passando por crises de ansiedade, buscar ajuda profissional pode mudar tudo.
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